archive-org.com » ORG » M » MPPM-PALESTINA.ORG

Total: 440

Choose link from "Titles, links and description words view":

Or switch to "Titles and links view".
  • COMUNICADO 01/2008
    a sua estratégia de criar o grande Israel pretendido pelos fundamentalistas As recentes incursões militares acompanhadas de bombardeamentos indiscriminados e do bloqueio a Gaza com gravíssimas consequências para a população recordam as tragédias da última guerra mundial ainda gravadas na nossa memória É claro que a capacidade de influenciar o Estado de Israel no sentido de um comportamento compatível com o direito internacional tem sido atenuada pela visível conivência da administração Bush e de Tony Blair bem como pela constante hesitação e tolerância por parte da União Europeia Esta situação só pode agravar o já longo conflito na região prolongar o sofrimento das populações dos dois lados e dificultar ainda mais o relançar efectivo de negociações eficazes Prosseguir a agressão contra Gaza serve apenas estratégias e interesses contrários à estabilidade e à paz na região Perante esta situação o Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente MPPM reitera o apelo para que o Governo português cuja capacidade diplomática ficou demonstrada durante a recente presidência da UE assuma uma posição activa tendo em vista a adopção pela União Europeia de uma genuína estratégia em prol da paz no Próximo Oriente enquanto é tempo A aventura militar de Israel no Líbano e o actual ataque e bloqueio a Gaza requerem mais do que nunca por parte da comunidade mundial uma intervenção inequívoca e solidária à semelhança do que aconteceu em relação à África do Sul do apartheid a qual abriu caminho à democratização e ao primado dos direitos humanos naquele país É altura de accionar medidas susceptíveis de condicionar a política israelita com vista ao cumprimento das resoluções das Nações Unidas e do direito internacional designadamente através da adopção de sanções económicas e outras medidas como um corte significativo das parcerias académicas e científicas com instituições europeias

    Original URL path: http://www.mppm-palestina.org/index.php/comunicados/36-comunicado-012008 (2016-04-25)
    Open archived version from archive

  • Nabil Shaath entrevistado por Maria João Guimarães para o Público
    em que se diz também que não se cometeu crimes contra a humanidade Uma vez assinado o Tratado de Roma pode então recorrer se ao tribunal Os palestinianos têm realizado algumas acções de protesto de grande impacte a ida dos palestinianos da Síria e do Líbano até à fronteira o acampamento num local onde se prevê um novo colonato É de esperar mais acções destas Sim claro A não violência não tem fim é uma questão de desafio por meios criativos que são surpreendentes e não esperados pelos israelitas O único limite é a criatividade da mente humana As eleições israelitas mudaram alguma coisa É um duro golpe para o ego de Benjamim Netanyahu Ele agia como se fosse o rei de Israel podia fazer tudo e não tinha de prestar contas a ninguém porque tinha sido eleito Foi para eleições pensando que ia aumentar a sua maioria e diminuiu Há Yair Lapid que ganhou força mas não houve a emergência de um verdadeiro campo da paz Há uma coisa Netanyahu está mais vulnerável mais pressionável Se os EUA ou a União Europeia quisessem Diz se que se o segundo mandato de um Presidente dos EUA é aquele em que resolve questões espinhosas porque já não vai arriscar a reeleição Mas Barack Obama não parece prestes a dedicar se ao conflito israelo palestiniano Sou céptico Obama tem de fazer cálculos Está numa situação em que não tem o Congresso e tem uma pequena maioria no Senado Por isso ele terá de fazer o que os americanos chamam horsetrading A questão é do que é que ele precisa e o que tem de dar Precisa de uma lei de imigração que compense os latinos que votaram nele Precisa de uma lei de controlo de armas porque prometeu Ainda há a recuperação económica E para cada um destes ele tem de fazer trocas Iria ele desistir de um destes para pressionar Netanyahu Não digo que não mas não sei E as mudanças na região o novo Egipto etc como influenciam a questão palestiniana Eu fui a pessoa mais feliz do mundo quando aconteceu Vivi no Egipto muito tempo e vi a natureza progressista não violenta do que aconteceu e pensei que poderia fazer com que se repetisse o que aconteceu na América Latina quando os países se viram livres dos ditadores ficaram mais independentes dos EUA e mais apoiantes da Palestina Mas a Primavera ainda vai demorar muito a chegar a uma nova estabilidade democrática E temos concorrência os islamitas Conclusão No sentido estratégico penso que vai fazer uma diferença e esta será a nosso favor Porque tal como aconteceu na América Latina quando as pessoas sofrem com tiranos tornam se sensíveis a questões de direitos humanos E os palestinianos são um claro caso de abuso de direitos humanos Mas a curto prazo há muita incerteza O Egipto tem tido um papel importante nas negociações interpalestinianas Há uma nova tentativa de acordo depois de muitas falhadas Quão perto ou longe estará um

    Original URL path: http://www.mppm-palestina.org/index.php/opiniao/328-nabil-shaath-entrevistado-por-maria-joao-guimaraes-para-o-publico (2016-04-25)
    Open archived version from archive

  • O Sofrimento dos Cristãos Palestinos
    da mesma família quando um dos cônjuges não é portador de um bilhete de identidade israelense torna a vida familiar impossível a milhares de palestinos A própria liberdade religiosa a liberdade de acesso aos lugares santos é limitada a pretexto de segurança Os lugares santos de Jerusalém são inacessíveis a um grande número de cristãos e muçulmanos da Cisjordânia e de Gaza Os próprios habitantes de Jerusalém não podem aceder aos seus lugares santos em certos dias de festa assim como os nossos padres árabes não podem entrar em Jerusalém sem dificuldade Os refugiados fazem parte da nossa realidade A maior parte deles vive ainda nos campos de refugiados em condições difíceis inaceitáveis para seres humanos Esperam o seu retorno há várias gerações Qual será a sua sorte Milhares de pessoas detidas nas prisões israelenses também fazem parte da nossa realidade Os israelenses removem o céu e a terra por um só dos seus prisioneiros mas quando verão a liberdade esses milhares de prisioneiros palestinos que permanecem indefinidamente nas prisões israelenses 2 Jerusalém é o coração da nossa realidade É ao mesmo tempo símbolo de paz e sinal de conflito Desde que o muro criou a separação entre os bairros palestinos da cidade as autoridades israelenses não param de os esvaziar dos seus habitantes palestinos cristãos e muçulmanos É lhes retirado o bilhete de identidade isto é o seu direito a residir em Jerusalém As suas casas são demolidas ou confiscadas Jerusalém cidade da reconciliação tornou se a cidade da discriminação e da exclusão e por isso fonte de conflito em vez de fonte de paz Por outro lado Israel despreza o direito internacional e as resoluções internacionais contando com a impotência do mundo árabe e com a da comunidade internacional perante este desprezo Os direitos humanos são violados apesar

    Original URL path: http://www.mppm-palestina.org/index.php/opiniao/221-o-sofrimento-dos-cristaos-palestinos (2016-04-25)
    Open archived version from archive

  • Alexandria - O Fim de um Tempo
    do Egipto quase exclusivamente coptas oscilam não existem actualmente como é óbvio estatísticas fiáveis entre 10 a 15 da população o que significa 8 a 10 milhões de pessoas Também o porta voz da Universidade de Al Azhar a mais alta instância religiosa muçulmana sunita do mundo Mohammed Raf a al Tahtawi condenou o ataque considerado contra a lei islâmica e que constituiu um atentado contra a unidade nacional egípcia O governador de Alexandria Adel Labib acusou a Al Qaïda de se encontrar por detrás deste mortífero atentado conforme aquela organização já ameaçara e que o ataque nada tem a ver com qualquer sectarismo entre a população do país Têm se verificado vários incidentes nos últimos anos o mais recente por causa da tentativa de construção de uma igreja no Cairo no distrito de Gizeh que provocou um morto e muitos feridos mas o ataque da madrugada de 1 de Janeiro abre um gravíssimo precedente na convivência da população numa cidade mítica como é Alexandria sede de uma biblioteca que recorda a famosa Biblioteca mandada edificar por Ptolomeu I e que durante séculos foi a grande cidade cosmopolita do Mediterrâneo e o centro do saber mundial Lawrence Durrell evoca a a cidade no seu célebre Quarteto obra que é um marco na história da literatura mundial mas confere lhe cores que já então fim dos anos 50 do século passado não correspondiam à realidade E o futuro encarregou se de demonstrar que a realidade não se adaptou à ficção Os confrontos religiosos no Médio Oriente para os quais Bento XVI chamou novamente a atenção na sua alocução de Ano Novo estão a alastrar e agravar se de forma inusitada O Papa convocou uma reunião para Outubro em Assis onde espera reunir os mais altos dignitários de todas as confissões religiosas

    Original URL path: http://www.mppm-palestina.org/index.php/opiniao/220-alexandria-o-fim-de-um-tempo (2016-04-25)
    Open archived version from archive

  • VI Congresso do Fatah
    dirigentes decorria também da necessidade premente de limpar a face do Fatah acusado nos últimos anos de ineficácia nepotismo e corrupção A prevista duração de três dias alongou se até ao dia 13 quando Mahmud Abbas declarou encerrada a conferência ainda sem o apuramento definitivo dos membros do Conselho Revolucionário Este prolongamento deveu se essencialmente à natureza das matérias em discussão e à dificuldade de comunicação com os dirigentes do Fatah sediados em Gaza e que foram proibidos pela direcção do Hamas de se deslocar à Cisjordânia Esta situação motivou que as votações quando possíveis dado que o Hamas sequestrou computadores e telemóveis tiveram de se efectuar por via telefónica ou por e mail tendo alguns delegados acabado por renunciar ao seu mandato Para o Comité Central composto por 18 membros entraram agora 14 elementos da chamada nova guarda todos homens relativamente jovens e provenientes não da diáspora mas dos territórios ocupados tendo sido acrescentado um 19º lugar segundo anunciou Ahmad Sayad presidente da Comissão Eleitoral O Comité deverá posteriormente cooptar mais três pessoas para perfazer o número definido de 22 membros a que se acrescentará por inerência o presidente do Fatah Mahmud Abbas Assim a composição do Comité Central é a seguinte Mahmud Abbas Mohammed Ghneim Abu Maher Mahmud al Alul Marwan Barghuthi Nasser al Qidwa Salim Za nun Jibril Rajub Tawfiq Tirawi Saeb Erekat Othman Abu Gharbiya Mohammed Dahlan Mohammed al Madani Jamal Muheisen Hussein al Sheikh Azzam al Ahmad Sultan Abul Aynein Tayyib Abdul Rahim Abbas Zaki Nabil Sha ath e Mohammed Shtayeh mais os três membros a designar Este novo Comité inclui figuras como o carismático Marwan Barghuti de 50 anos secretário geral do Fatah para a Cisjordânia condenado a prisão perpétua por Israel devido à suposta participação em atentados terroristas mas considerado por muitos como o sucessor natural de Arafat e cuja libertação tem sido defendida mesmo em Israel e por elementos do Governo Judaico por ser considerado um dos potencialmente mais válidos interlocutores do lado palestino Mohammed Dahlan de 48 anos antigo homem forte do Fatah na Faixa de Gaza figura muito controversa e cuja expulsão do movimento chegou mesmo a ser pedida neste Congresso Jibril Rajub de 56 anos ex chefe da Segurança Preventiva em Gaza Tayyib Abdul Rahim assessor do presidente Abbas que só ingressou no Comité devido a uma recontagem dos votos que modificou sete dos resultados iniciais do escrutínio Dos mais notáveis excluídos e para grande surpresa figura Ahmad Qurei Abu Alaa de 72 anos ex primeiro ministro de Yasser Arafat que sofre de problemas cardíacos e é acusado dentro do movimento de actos de corrupção O Conselho Revolucionário uma espécie de parlamento do partido contará com 120 elementos 80 dos quais eleitos pelos delegados do Congresso cujo apuramento não estava definitivamente concluído à data de encerramento do mesmo O Doutor Uri Davis professor da Universidade palestina Al Quds na periferia leste de Jerusalém foi eleito em 31º lugar entre os novos 80 membros do Conselho Revolucionário do Fatah É

    Original URL path: http://www.mppm-palestina.org/index.php/opiniao/105-vi-congresso-do-fatah (2016-04-25)
    Open archived version from archive

  • A Paz de Netanyahu
    de razões de crescimento familiar E que Jerusalém permanecerá una e indivisível como capital do Estado de Israel Considera finalmente que o problema dos refugiados terá de ser resolvido fora das fronteiras de Israel já que Israel terá de continuar a existir como o Estado dos Judeus Propõe se ainda Netanyahu negociar a paz com todos os países árabes que o desejem mas exige o reconhecimento prévio de Israel E claro recusa sentar se a uma mesa em que estejam representantes do Hamas A tónica do seu discurso é posta numa melhoria das condições económicas dos territórios favorecendo os palestinos mas também os israelitas aproveitando para tal a experiência bem sucedida dos países do Golfo Para além das sistemáticas rejeições enunciadas nem uma palavra sobre o Muro nem uma palavra sobre a ligação da Cisjordânia a Gaza nem uma palavra sobre a circulação dos palestinos dentro da própria Cisjordânia nem uma palavra sobre os direitos dos palestinos que vivem como cidadãos de 2ª classe em Israel nem uma palavra sobre uma infinidade de matérias Por pressão de Obama estava Netanyahu obrigado a referir se ao Estado Palestino Mas ao colocar as condições referidas numa evidente manobra dilatória procurou ganhar tempo que é o que os israelitas têm feito ao longo das últimas décadas Voltou o primeiro ministro israelita a invocar a História para reafirmar o direito dos Judeus à Terra de Israel vinte séculos depois da Diáspora E a relembrar as expulsões pogroms difamações e massacres que culminaram com o Holocausto E regressa se ciclicamente à questão Quem chegou primeiro àquela região E quantos anos de permanência garantem a posse Afinal qual é a Paz de Netanyahu Decorridos sessenta anos sobre a proclamação do Estado de Israel e atendendo à situação no terreno não é naturalmente fácil encontrar se de

    Original URL path: http://www.mppm-palestina.org/index.php/opiniao/96-a-paz-de-netanyahu (2016-04-25)
    Open archived version from archive

  • 61 Anos de Nakba
    750 000 palestinianos que se converteram em refugiados Junto com os seus descendentes representam hoje em dia cerca de cinco milhões de pessoas refugiadas além de um milhão e meio a viverem na Faixa de Gaza a maioria dos quais já havia sido desalojada dos territórios em 1948 2 milhões na Cisjordania e 1 milhão e meio de Palestinianos cristãos e muçulmanos que representam 20 da população de Israel Aquela primeira ofensiva das milícias sionistas consideradas grupos terroristas pela comunidade internacional culminou a 15 de Maio de 1948 com a proclamação unilateral do Estado de Israel por Ben Gurion Esta data ficou gravada na memória do povo palestiniano como o dia fatídico da derrota o massacre e o exílio forçado É relembrada a cada 15 de Maio e conhecida pelo nome de Nakba a catástrofe a desgraça A resolução 194 das Nações Unidas de 11 09 1948 que exigia à comunidade internacional cumprir o direito do regresso dos refugiados palestinos e garantir a respectiva indemnização foi condição para entrada de Israel nas NU mas esta resolução continua sem implementação e a ser anualmente recordada na Assembleia Geral das Nações Unidas Sob o tema Palestina os Direitos Inalienáveis Durante estes longos 61 anos e até hoje o Estado de Israel pratica nos Territórios Palestinos Ocupados uma politica de expansão e imposição de factos no terreno construção de uma rede imparável de colonatos violação dos direitos fundamentais e políticos da população civil palestiniana anexação de terras e recursos hídricos castigos colectivos isolamento das populações e restrição de movimento dos cidadãos através de controlos militares check points cerca de 650 fixos além dos temporários o muro de separação racista detenções 11 mil prisioneiros alguns dos quais já ultrapassaram os 37 anos nas prisões israelita expulsões torturas assassinatos bombardeamentos Ignorando as resoluções das NU e de outros organismos internacionais Israel continua praticando uma política de colonização e expulsão Continua ampliando o número e tamanho dos colonatos israelitas na Cisjordânia e em Jerusalém onde tem vindo a instalar cerca de meio milhão de colonos Após 61 anos o povo palestiniano apesar de todas as injustiças que tem vindo a sofrer resiste firmemente aos seus direitos Resiste contra um Estado militar e confessional que se apoia num lobby internacional sionista muito poderoso que se nega a acatar as resoluções das NU especialmente a 243 e a 338 que insistem na retirada de Israel dos territórios árabes ocupados e a 194 e a 3236 que reconhecem o direito de regresso dos refugiados assim como a declaração do Tribunal Internacional de Haia de 2004 sobre o rápido derrube do muro de separação racista Sem o apoio e consentimento internacional o estado ocupante de Israel não poderia ter mantido todos estes anos a incomensurável injustiça contra todo um povo Os 86 vetos americanos no Concelho de Segurança ajudaram a fazer com que Israel seja um país acima de lei Apesar de se recordarem agora os 61 anos da Nakba desgraça os palestinos não desistem continuam e continuarão a insistir

    Original URL path: http://www.mppm-palestina.org/index.php/opiniao/72-61-anos-de-nakba (2016-04-25)
    Open archived version from archive

  • O Papa e a Palestina
    Há muito que se esperava do Chefe da Igreja Católica uma palavra inequívoca ainda que em linguagem diplomática sobre o problema palestino Palavra tão mais necessária e oportuna quando o novo governo israelita saído de uma improvável coligação do Likud do Partido Trabalhista e da extrema direita preconiza o abandono da ideia da criação do Estado Palestino considerando que os palestinos já têm um Estado que é a Jordânia Política esta de resto em consonância com o progressivo alargamento das fronteiras do Estado Judaico com vista à construção do Grande Israel Não tem sido Bento XVI muito feliz em algumas das suas intervenções quer quanto à forma à substância e à oportunidade dos temas que aborda embora não se possam esperar dele declarações contrárias à doutrina da religião de que é o Pontifex Maximus Todavia a posição hoje assumida em Belém constitui um marco importante na sua carreira pontifícia ainda que o Papa que não dispõe de um exército Estaline terá perguntado um dia em plena guerra fria de quantas divisões dispunha o Papa possui o magistério da Palavra que em alguns casos pode ser mais eficaz que forças armadas bem equipadas Acresce que o apelo do Papa vem somar

    Original URL path: http://www.mppm-palestina.org/index.php/opiniao/69-o-papa-e-a-palestina (2016-04-25)
    Open archived version from archive



  •