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  • Mahmud Darwich: A Vida e a Obra
    Wissam medalha de Mérito Intelectual de Marrocos Vejamos agora a obra Estando os pais ocupados com o trabalho da terra Darwich foi educado especialmente pelo avô que lhe incutiu o gosto pela leitura Depois o irmão mais velho encorajou o a escrever poesia A expulsão da sua aldeia natal e a permanência numa Palestina ocupada por Israel levaram no desde muito cedo a reflectir sobre a condição de exilado na sua própria pátria Através dos seus livros e também da sua militância política Darwich forjou uma consciência nacional palestina que se manifesta especialmente depois da Guerra dos Seis Dias de 1967 É quando os seus poemas passam a ser ensinados nas escolas através de todo o mundo árabe Darwich escreveu mais de 30 livros de poesia e oito de prosa A sua poesia é especialmente influenciada pelos iraquianos Abd al Wahab al Bayati e Badr Shakir al Sayyab E também ainda que menos directamente pelos sírios Adonis e Nizar Qabbani Os poetas ocidentais chegam lhe através do hebraico língua que também domina O percurso poético de Mahmud Darwich pode dividir se em oito períodos 1 A fase da juventude que começa em 1960 com Os pássaros sem asas muito marcada pela influência árabe clássica e a poesia romântica moderna 2 A fase dita revolucionária incarnada na colectânea Folhas de oliveira de 1964 em que Darwich passa das preocupações subjectivas às grandes interrogações colectivas e aos sonhos de revolução 3 A fase revolucionária e patriótica marcada pelas colectâneas Ashiq min Filistîn Um amante da Palestina de 1966 Akhir al Layl O fim da noite de 1967 Al Asafîr tamûtu fî l Jalîl Os pássaros morrem na Galileia de 1969 e Habîbatî Tanhadu min Nawmihâ A minha amada desperta do seu sono de 1970 Nesta época a poesia de Darwich faz parte integrante do que então se chamou a Poesia da Resistência e que agrupava outros poetas palestinos como Tawfiq Zayyad e Samih al Qasim Mas já Darwich se distinguia destes pela abundância da sua criação por um mais vasto horizonte humano pela utilização dos mitos e dos símbolos do Médio Oriente e da Grécia Antiga pela dimensão épica atribuída ao quotidiano pelo lugar de eleição ocupado pela mulher símbolo da terra pela aptidão em misturar o romantismo lírico e o apelo revolucionário 4 A fase em que procede à elaboração de uma estética que começa com a sua chegada ao Cairo e depois a Beirute Então desejoso de provar que tem um projecto que pertence à modernidade e que por isso não podem confiná lo a um poeta da resistência Darwich entra em conflito com os seus leitores que reclamam que ele seja acima de tudo senão exclusivamente um poeta de combate ao que ele lhes responde que um poeta de combate é antes do mais um poeta Pertence a esta fase Uhibbuki aw lâ Uhibbuki Amo te ou não te amo de 1972 que marca uma mutação no seu estilo e uma inovação poética tendência acentuada com Muhâwala raqm Sab

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  • Mahmud Darwich: Um Testemunho Pessoal
    na sua poesia pois a sua prosa continha uma grande componente poética Foi nessa altura que o meu marido por brincadeira sugeriu a Mahmud Darwich que deixasse a poesia e se interessasse mais pela prosa A obra que publicou a seguir continha uma dedicatória que dizia Amigo Issam as minhas desculpas por mais esta poesia Desde então a fronteira entre a prosa e a poesia ficou sempre uma questão em aberto Em 1986 publicou ainda a obra Menos rosas onde o poema Nesta terra teve grande destaque Nesta terra há coisas que merecem viver a hesitação de Abril o cheiro do pão ao amanhecer as opiniões de uma mulher acerca dos homens os escritos de Ésquilo o início do amor a erva sobre uma pedra as mães de pé sobre um fio de flauta e o medo que a recordação inspira aos conquistadores Nesta terra há coisas que merecem viver o fim de Setembro uma mulher que entra nos quarenta com todo o seu vigor a hora de sol na prisão as nuvens que imitam um bando de criaturas as aclamações de um povo pelos que caminham sorridentes para a morte e o medo que as canções inspiram aos tiranos Nesta terra há coisas que merecem viver nesta terra está a dona da terra mãe dos prelúdios e dos epílogos Chamavam lhe Palestina Continua a chamar se Palestina Minha Dama eu mereço mereço viver porque tu és a minha Dama Em 1990 publicou Vejo o que quero Em 1992 publicou Onze astros sobre o epílogo andaluz Em 1995 publicou Porque deixaste o cavalo só e O leito da estrangeira Em 2000 publicou Mural poema onde descreveu a sua experiência com a morte a seguir à primeira operação que sofreu Em 2002 publicou Estado de sítio consagrado ao cerco à cidade de Ramallah durante a segunda Intifada donde destacamos o seguinte poema A um assassino Se tivesses contemplado o rosto da vítima E reflectido ter te ias lembrado da tua mãe na câmara de gás Ter te ias libertado da sabedoria da espingarda E terias mudado de opinião Não é assim que se recupera a identidade O mártir avisa me Não acredites nos seus yu yus Acredita no meu pai que olha para a minha fotografia com as lágrimas nos olhos Como trocaste os nossos papéis meu filho E partiste antes de mim Era a minha vez Era a minha vez A outro assassino Se tivesses deixado o feto mais trinta dias As coisas teriam sido diferentes Acabada a ocupação o recém nascido esqueceria os dias do cerco Cresceria de boa saúde tornar se ia um homem Estudaria com uma das tuas filhas A história antiga da Ásia E poderiam apaixonar se Dar à luz uma filha que seria judia de nascimento Por isso que fizeste Agora a tua filha está viúva A tua neta é órfã O que fizeste da tua família fugitiva Como pudeste matar três pombas com uma única bala Em 2004 publicou Não te desculpes com o que fizeste Em 2005 publicou Como flores da amendoeira ou mais longe Em 2006 publicou Na presença da ausência cujo texto parece uma autobiografia no qual tentou identificar a sua sublime relação com poesia chegando a dizer as letras têm fome da imagem e a imagem tem fome do sentido As letras são jarras de porcelana vazias enche as então com a noite da primeira conquista As letras são um apelo surdo às pedras disparadas nas ruas do sentido Friccionando letra com letra nascerá uma estrela então aproxima uma letra de outra ouve o som da chuva põe uma letra em cima de outra e encontra o seu nome escrito como se fosse uma escada com poucos degraus Em 2008 publicou O traço da borboleta uma obra mista entre poesia e prosa Provavelmente o seu poema escrito após o golpe militar do Hamas em Gaza foi uma forma marcante de mostrar o choque de todos perante aquela situação Foi preciso termos caído de tão grande altura e ver o nosso sangue nas nossas mãos para acreditarmos que não somos anjos como costumamos pensar Foi também necessário termos mostrado os genitais a toda a gente para terem a certeza de que a nossa realidade já não é virgem Se Muhammad não tivesse sido o último dos profetas cada bando poderia ter tido o seu próprio profeta e cada companheiro a sua milícia Admirámos em Junho o 40º aniversário e se não conseguirmos encontrar alguém para nos derrubar novamente derrubar nos emos a nós mesmos com as nossas mãos para não esquecer O estrangeiro e eu juntámos forças contra o meu primo O meu primo e eu juntámos forças contra o meu irmão O meu xeque e eu juntámos forças contra mim mesmo Esta é a primeira lição do novo currículo da educação nacional Não me envergonho da minha identidade que está ainda em construção Mas envergonho me de algumas coisas escritas nos Prolegómenos de Ibn Khaldun Tu a partir de agora és outra pessoa Podemos dizer com alguma segurança que a carreira literária de Mahmud Darwich que atravessou cinco décadas foi um percurso muito peculiar na criação poética no campo literário árabe onde deixou a sua influência e genes ele abriu caminhos e entrou em áreas que nenhum outro poeta árabe teria sido capaz de fazer usou a língua de uma maneira flexível e por isso foi difícil aos que se lhe seguiram atingirem o seu nível Falou em nome de todos e tem um público vasto que engloba o povo os intelectuais e os políticos Deixou imensas obras mais de 40 as quais foram traduzidas para mais de 40 línguas e ficou conhecido como a azeitona da Galileia a azeitona da Palestina a quinta cor da bandeira da Palestina ou o senhor das palavras Esteve sempre ligado e fascinado pela rima como uma identidade clara da poesia A sua obra O traço da borboleta foi uma tentativa de um professor para mostrar a ligação entre a poesia e a rima

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  • Nota Sobre o Filme "Intervenção Divina"
    começou a ensinar na Universidade de Birzeit próximo de Ramallah Vive actualmente em Paris Filmografia Introduction to the End of an Argument 1990 Harb el Khalij wa baad A Guerra do Golfo e depois 1993 Em colaboração com outros realizadores Chronicle of a Disappearance 1996 War and Peace in Vesoul 1997 Cyber Palestine 1999 Yadon ilaheyya Intervenção Divina 2002 Chacun son cinéma ou Ce petit coup au cœur quand la lumière s éteint et que le film commence 2007 The Time That Remains 2009 Em produção Intervenção Divina é um conjunto de pequenas histórias que retratam de forma sarcástica ou dramática o quotidiano dos palestinos a viver sob ocupação israelita Oscilando entre o realismo e a fantasia entre o literal e o simbólico cultivando a ironia e denunciando a violência gratuita a que os árabes são submetidos em Israel e nos territórios ocupados Suleiman dá nos um retrato do absurdo da vida dos seus compatriotas Descrevendo as relações de proximidade entre habitantes da sua terra natal Nazaré introduzindo a questão da partilha da propriedade entre vizinhos Suleiman reinventa a história do seu país e das suas várias fronteiras aqui transportadas à escala das ruas da cidade O par central do filme um palestino de Jerusalém e uma palestina de Ramallah atendendo aos constrangimentos fronteiriços impostos pelo ocupante vêem se na necessidade de marcar os seus encontros num parque de estacionamento junto a um posto de controlo do exército israelita É aliás desse local que o protagonista lança o balão vermelho com o rosto de Arafat que subirá no horizonte atravessando a linha de fronteira perante o olhar incrédulo e indignado dos soldados que encaram mesmo a hipótese de o abater e indo finalmente pousar no cimo da Cúpula do Rochedo lugar sagrado dos muçulmanos em Jerusalém Exemplar é a cena

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  • Concentração contra agressão israelita 02 Jun 10
    10 CENTENAS DE PESSOAS PROTESTAM CONTRA AGRESSÃO ISRAELITA À FROTA DA LIBERDADE Respondendo ao apelo de diversas organizações entre as quais o MPPM muita centenas de pessoas concentraram se frente à Embaixada de Israel em Lisboa no dia 2 de Junho para manifestar a sua indignação perante o vergonhoso ataque de Israel contra barcos que transportavam ajuda humanitária para Gaza Entoando palavras de ordem como Basta de Crimes Fim ao Bloqueio a Gaza Fim à Ocupação Israelita ou Palestina Independente os manifestantes ouviram ainda intervenções dos representantes de algumas das organizações promotoras da concentração Conselho Português para a Paz e Cooperação Comité de Solidariedade com a Palestina Colectivo Mumia Abu Jamal Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente e Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses Intersindical Nacional Carlos Almeida que falou em nome do MPPM condenou o acto criminoso de Israel não apenas porque foi realizado em águas internacionais mas porque ao Estado de Israel não assiste nenhum direito de patrulhar o mar fronteiro a Gaza e menos ainda impedir que qualquer embarcação aí circule Proclamando o direito do povo palestino a viver em paz na sua terra denunciou a comunidade internacional que ao recusar se

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  • Declaração organizações 02 Jun 10
    Gaza desde 2007 que criminosamente coloca todo um povo sob cerco e aprisionado Um milhão e meio de crianças mulheres e homens sobrevivem num território exíguo e privado das mais elementares condições de vida Recorde se a brutal agressão militar perpetrada entre Dezembro de 2008 e Janeiro de 2009 que provocou a morte e ferimentos em milhares e milhares de palestinianos na sua maioria crianças e jovens e destruiu infra estruturas básicas constituiu mais um rude golpe para o povo de Gaza que continua impune Na raiz de todos estes graves problemas que a população de Gaza enfrenta está a ocupação israelita dos territórios palestinianos Uma ocupação condenada em sucessivas resoluções das Nações Unidas mas que com o apoio ou a conivência dos Estados Unidos da América e da União Europeia não só não cessa como se agrava com os assassinatos as prisões e a expansão dos colonatos Face a mais esta violência israelita urge reafirmar as exigências fundamentais tendentes à resolução deste conflito e o inalienável direito do povo palestiniano a um Estado independente soberano e viável condenar este acto criminoso de pirataria e violência e exigir a punição à luz do direito internacional dos responsáveis pelo ataque à Frota da Liberdade exigir a imediata libertação de todos os activistas sequestrados por Israel e a atracagem da Frota da Liberdade na Faixa de Gaza o imediato levantamento do bloqueio à Faixa Gaza o desmantelamento dos colonatos a remoção do muro de separação o fim da ocupação israelita a resolução do problema dos refugiados no quadro do respeito do direito de regresso e o estabelecimento de um Estado da Palestina dentro das fronteiras de 1967 com Jerusalém Leste como capital As organizações subscritoras Acção para a Justiça e Paz Associação Abril Associação de Amizade Portugal Cuba Associação Forum pela Paz

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  • Intervenção do MPPM na concentração de 02 Jun 10
    lamentos a sua cumplicidade objectiva com a repressão Sobre a dor e o sofrimento de um povo que mantém viva a esperança rechaçando cada investida com uma inigualável nobreza e coragem as falsidades o cinismo e a hipocrisia podem ser tão cortantes como as balas e os canhões A esses apetece perguntar lhes como o grande Mahmud Darwich Senhoras e senhores de bom coração a terra dos homens é como afirmais para todos os homens O governo do Estado de Israel mobiliza hoje batalhões de juristas em todo o mundo para sustentar a tese de que a faixa de Gaza não é desde a retirada do seu exército em 2005 um território ocupado Se os bombardeamentos de 2008 sobre a população de Gaza não bastassem para revelar a falsidade de tais artifícios o assalto ao comboio de ajuda humanitária ocorrido na madrugada da passada segunda feira aí estaria para o sublinhar de forma concludente Não é apenas porque foi realizado em águas internacionais que esse acto é um crime Ele constitui uma violação grosseira do direito e da legalidade internacional porque ao Estado de Israel não assiste nenhum direito de patrulhar o mar fronteiro a Gaza e menos ainda impedir que qualquer embarcação aí circule Tratou se sobretudo de um acto de pirataria executado em defesa de um bloqueio férreo e desumano imposto desde há cerca de três anos com o único objectivo de submeter pela fome a doença e as privações a população daquele território E nesse contexto o assalto à Frota da Liberdade por sangrento que seja longe de ser um acto isolado é apenas mais uma operação militar como os bombardeamentos as incursões nos campos de refugiados as prisões os assassinatos e as torturas o afundamento das embarcações de pesca ou a destruição dos campos de cultivo

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  • Concentração Embaixada Israel
    e Deslocados Direitos Humanos Processos de Paz Docs de Referência About Us Statute Organization News Home Liberdade para Gaza Concentração Embaixada Israel BASTA DE CRIMES FIM AO BLOQUEIO A GAZA FIM À OCUPAÇÃO ISRAELITA PALESTINA INDEPENDENTE CONCENTRAÇÃO 2 de Junho 18h00 Frente à Embaixada de Israel R António Enes 16 transversal à Av 5 de Outubro Metro Saldanha Face ao vergonhoso ataque de Israel contra barcos que transportavam ajuda humanitária para Gaza e dada a urgente necessidade de promover acções que expressem a sua mais firme e ampla denúncia e condenação um conjunto de organizações tomou a iniciativa de convocar uma concentração para Quarta feira dia 2 de Junho pelas 18h00 frente à Embaixada de Israel R António Enes 16 transversal à Av 5 de Outubro Metro Saldanha para a qual convidam todas as organizações e cidadãos e cidadãs solidários com a luta do povo palestiniano Associação de Amizade Portugal Cuba Associação Portuguesa de Amizade e Cooperação Iuri Gagárin Colectivo Mumia Abu Jamal Comité de Solidariedade com a Palestina Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses Intersindical Nacional Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura Recreio e Desporto Conselho Português para a Paz e Cooperação Ecolojovem Frente Anti Racista Intervenção Democrática Juventude Comunista

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  • MPPM reclama intervenção contra política agressiva de Israel
    um ano da tomada de posse do governo de extrema direita em Israel liderado por Benjamin Netanyahu e Avigdor Lieberman estão confirmadas as piores expectativas sobre o agravamento da repressão sobre o povo palestino ao bloqueamento do processo negocial com vista a uma solução diplomática que ponha fim à ocupação o respeito pelo direito e a legalidade internacional e a agudização das tensões no Médio Oriente Num quadro tão dramático

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