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  • Cronologia da História da Palestina
    influência britânica 1933 Janeiro Ascensão de Hitler ao poder A política anti semita do III Reich estimula a emigração judaica para a Palestina 1936 1939 A Grande Revolta Palestina dirigida contra a autoridade britânica e contra a colonização sionista e considerada o acontecimento fundador do movimento nacional palestino tem várias consequências importantes enfraquecimento da elite política palestina em consequência da repressão surgimento da ideia de uma partilha e da transferência de populações nascimento de uma economia judaica separada em consequência do boicote palestino conversão das milícias sionistas em verdadeiros exércitos 1937 7 de Julho A Comissão Peel recomenda a partição da Palestina atribuindo 33 do território a um estado judaico 1939 17 de Maio Face às ameaças de guerra o Livro Branco britânico preconiza independência para 1947 a limitação e a submissão da imigração judaica ao acordo dos habitantes árabes e medidas restringindo a aquisição de terras pelos sionistas 1941 1945 Durante a II Guerra Mundial o nazismo leva a cabo uma política de genocídio vitimando milhões de judeus 1943 22 de Novembro Reconhecimento da independência do Líbano 1945 22 de Março Fundação da Liga Árabe pelo Egipto Iraque Líbano Síria Transjordânia e Arábia Saudita a que se junta o Iémene em 5 de Maio 1946 Abril As tropas francesas deixam a Síria marcando de facto a independência proclamada em 1941 e reconhecida em 1944 22 de Julho Militantes sionistas do Irgud orientados por Menachem Begin fazem explodir o Hotel King David em Jerusalém matando 91 pessoas 25 de Maio Fim do mandato britânico na Transjordânia 324 de Julho Na sequência do relatório da comissão de inquérito anglo americana é apresentado o Plano Morrison Grady que estabelece dua regiões semi autónoma uma judaica outra árabe sob tutela britânica 1 de Dezembro Retirada das tropas francesas do Líbano formalizando a independência reconhecida em 1943 1947 14 de Fevereiro A Grã Bretanha anuncia a sua renúncia ao Mandato sobre a Palestina 29 de Novembro As Nações Unidas votam a Resolução 181 que prevê a partilha da Palestina entre um estado judaico 55 da área do país um estado árabe 44 e uma zona internacional os Lugares Santos Jerusalém e Belém As autoridades sionistas aceitam o plano os árabes recusam 1948 Março É finalizado o Plano Dalet Sendo alegadamente um plano de contingência para defender o estado judaico de uma invasão tinha na realidade dois objectivos ocupar todas as instalações civis e militares quando viessem a ser evacuadas pelo e britânicos e proceder à limpeza étnica dos palestinos do futuro estado judaico 9 de Abril Massacre de Deir Yassin 117 habitantes desta aldeia próximo de Jerusalém são assassinados por elementos dos grupos sionistas Irgun e Lehi 14 de Maio As forças britânicas retiram da Palestina deixando a maior parte do seu armamento aos grupos sionistas David Ben Gourion proclama o Estado de Israel para cumprir a sua parte do Plano de Partilha voltar ao topo 3 DA NAKBA AO SETEMBRO NEGRO 1948 15 de Maio Exércitos dos países árabes limítrofes Egipto Transjordânia Síria Líbano e Iraque invadem Israel e a Palestina para defesa dos direitos do Palestinos A guerra prolonga se por quase um ano e termina com a derrota da coligação árabe Os sionistas apropriam se de 78 do território da Palestina Do restante 20 5 a margem ocidental do Jordão ficam anexados à Jordânia e 1 5 a faixa de Gaza fica sob administração egípcia Mais de 700 000 Palestinos refugiam se nos países árabes vizinhos Os povos árabes designam este período por Nakba desastre 16 de Setembro Um plano proposto pelo Conde Bernardotte mediador das Nações Unidas para a Palestina propõe uma partilha mais justa do território No dia seguinte ao da apresentação do plano é assassinado pelo Lehi um grupo clandestino sionista 11 de Dezembro A Assembleia Geral da ONU aprova a Resolução 194 que apela ao fim das hostilidades e preconiza o direito ao regresso dos refugiados palestinos e a atribuição de compensações 1949 11 de Maio Israel torna se membro das Nações Unidas Dando cumprimento à Resolução 62 do Conselho de Segurança da ONU de 16 de Novembro de 1948 são assinados acordos de armistício entre Israel e o Egipto 24 de Fevereiro Líbano 23 de Março Jordânia 3 de Abril e Síria 20 de Julho 1950 Abril Anexação da Cisjordânia pela Transjordânia O Egipto controla Gaza Declaração tripartida dos EUA Grâ Bretanha e França reconhece as fronteiras do Médio Oriente como definitivas 1952 23 de Julho Golpe de Estado militar no Egipto Os Oficiais Livres de Gamal Abdel Nasser derrubam a monarquia 1955 Incursões israelitas em Gaza 1956 29 de Outubro Em resposta à nacionalização pelo Egipto do Canal do Suez em Julho Israel numa acção concertada com a França e a Grã Bretanha invade o Sinai Campanha do Sinai As tropas israelitas só retiram ao fim de vários meses por pressão da ONU e dos EUA 1958 14 de Julho Militares põem fim ao regime hachemita no Iraque Desembarque de fuzileiros americanos no Líbano 15 de Julho e de forças britânicas na Jordânia 17 de Julho 1959 10 de Outubro Arafat e outros palestinos no Kuwait fundam a Fatah Vitória acrónimo invertido de Harkat Al Tachrir Al Watanni Al Falestina Movimento de Libertação da Palestina 1961 20 de Julho Independência do Kuwait 1964 13 a 17 de Janeiro Primeira cimeira dos Chefes de Estado árabes no Cairo 29 de Maio Criação da Organização de Libertação da Palestina sob o patrocínio de Nasser e liderança de Ahmad Shukeiri 1965 1 de Janeiro Primeira operação armada da Fatah em território israelita reivindicado pela Al Asifa Tempestade As autoridades israelitas suprimem a administração militar que rege a vida dos palestinos de Israel desde 1948 1967 5 de Junho Guerra dos Seis Dias Israel ocupa a Cisjordânia a Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental bem como o planalto sírio do Golã e a península egípcia do Sinai Novo êxodo de 200 000 palestinos e 120 000 sírios 22 de Novembro O Conselho de Segurança da ONU aprova por unanimidade a Resolução 242 que reconhece o direito de Israel à existência e à segurança e determina a retirada israelita dos territórios ocupados na Guerra dos Seis Dias 1968 Março Batalha de Karameh povoação jordana atacada por Israel Os fedayin palestinos apoiados pelo exército hashemita infligem uma derrota às tropas judaicas 1969 1 a 4 de Fevereiro Yasser Arafat assume a direcção da OLP 17 de Março Golda Meir torna se Primeiro Ministro de Israel Agosto A Fatah e a Frente Democrática de Libertação da Palestina FDLP declaram se a favor de um Estado palestino democrático e laico onde judeus cristãos e muçulmanos tinham os mesmos direitos e os mesmos deveres 1970 Setembro Os guerrilheiros palestinos baseados na Jordânia envolvem se em guerra com as tropas beduínas do rei Hussein Hussein ordena a expulsão dos fedayin após batalhas sangrentas de que resultam 4 000 mortos Uma boa parte dos fedayin refugia se no Líbano fazendo germinar a guerra civil que rebentará em 1975 Novembro O grupo Setembro Negro criado por Abu Iyad reivindica o assassinato do primeiro ministro jordano Wasfi Tell como retaliação pela guerra civil de Setembro 1972 5 de Setembro O Setembro Negro ataca a aldeia olímpica de Munique matando dois atletas israelitas e sequestrando outros 11 Um ataque falhado da polícia alemã origina a morte de mais 9 israelitas cinco dos oito assaltantes e um polícia alemão voltar ao topo 4 DO YOM KIPPUR À PRIMEIRA INTIFADA 1973 6 de Outubro O Egipto a Síria e a Jordânia surpreendem Israel com uma guerra no Yom Kippur o dia da Expiação no calendário judaico 21 de Outubro O Conselho de Segurança da ONU aprova por unanimidade a Resolução 338 que exige uma paz justa e duradoura e o reconhecimento do direito de todos os Estados da região a viver em segurança 26 a 28 de Novembro Cimeira árabe de Argel em que a OLP é reconhecida como único representante do povo palestino 1974 9 de Junho O Conselho Nacional Palestino parlamento no exílio aprova a instauração de uma Autoridade Nacional Palestina em todas as partes do território palestino libertado ou evacuado por Israel 14 de Outubro A Assembleia Geral da ONU numa deliberação aprovada por 115 votos contra 4 EUA Israel Bolívia e Rep Dominicana convida a OLP a representar o povo palestino numa sessão daquele organismo 23 de Novembro Arafat discursa na Assembleia Geral da ONU No final da sessão uma esmagadora maioria atribui à OLP o estatuto de observador privilégio até então apenas concedido ao Vaticano e à Suíça 1975 Abril Começo da guerra civil no Líbano Os fedayin estão ao lado das organizações libanesas islamo progressistas em oposição às milícias falangistas da direita cristã que beneficiam do apoio de Israel Primeiro grande massacre no campo de refugiados palestinos de Qaratina A Fatah retalia com um ataque a Damour Mais de 2 000 mortos e deslocados 1976 30 de Março A repressão de uma manifestação de palestinos de Israel contra uma nova vaga de expropriação de terras consagra o Dia da Terra Junho No Líbano a Síria corta a ofensiva palestino progressista e apoia os falangistas 12 de Agosto Massacres no campo de refugiados de Tell Zaatar em Beirute Ocidental perpetrados pelas milícias cristãs libanesas apoiadas pela Síria Número de vítimas estimado em cerca de 3000 1977 17 de Maio Vitória eleitoral do Likud chefiado por Menahem Begin Intensificação clara da colonização 7 de Novembro O presidente Anwar Sadat do Egipto visita Jerusalém e inicia conversações de paz com Israel 1978 14 de Março Israel invade o sul do Líbano 1978 17 de Setembro O presidente egípcio Anwar Sadat e o primeiro ministro israelita Menahem Begin assinam os Acordos de Paz de Camp David 1979 26 de Março Assinatura em Washington por Begin e Sadat do primeiro tratado de paz israelo árabe 1980 30 de Julho Jerusalém Oriental e seus arredores são anexados pelo Estado de Israel 1981 6 de Outubro Anwar Sadat é assassinado no Cairo por um comando integrista islâmico 1982 Agosto Operação Paz na Galileia O exército israelita invade o Líbano e cerca Beirute As forças da OLP são obrigadas a abandonar o Líbano e espalham se por diversos países árabes 14 18 de Setembro Massacre nos campos de refugados de Sabra e Shatila executado pelas milícias cristãs falangistas com a conivência de Ariel Sharon ministro israelita da Defesa em retaliação pelo assassinato de Bashir Gemayel presidente eleito do Líbano O número de vítimas pode ter ascendido a mais de um milhar 1983 10 de Abril Issam Sartawi emissário de Arafat nas negociações secretas com Israel é assassinado em Montechoro Algarve 10 de Outubro Itzahk Shamir torna se primeiro ministro de Israel 1985 Maio A milícia xiita libanesa Amal de Nabih Berri lança a Batalha dos Campos causando a morte de milhares de refugiados palestinos 1 de Outubro Oito caças israelitas voam até à Tunísia e destruem o quartel general de Arafat que só escapa por se encontrar ausente 1987 9 de Dezembro A Intifada Tremor ou revolta das pedras contra a ocupação israelita começa na Faixa de Gaza e alastra rapidamente à Cisjordânia A repressão causa até 1993 a morte de 2 000 palestinos Fundação em Gaza do Hamas Movimento de Resistência Islâmico organização próxima da Irmandade Muçulmana do Egipto voltar ao topo 5 DA PROCLAMAÇÃO DO ESTADO PALESTINO AOS ACORDOS DE OSLO 1988 12 a 15 de Novembro A OLP proclama em Argel um Estado palestino com capital em Jerusalém e aceita as Resoluções 181 e 242 da ONU reconhecendo implicitamente Israel 14 de Dezembro Diante da Assembleia Geral da ONU reunida em Genebra a OLP pela boca de Yasser Arafat reconhece a existência de Israel declara aceitar todas as Resoluções da ONU incluindo a 242 e a 338 e denuncia o terrorismo sob todas as suas formas 1989 3 de Abril Arafat proclamado Presidente da Palestina pela OLP 1990 Início da emigração maciça para Israel de judeus originários da ex URSS Agosto O Iraque invade o Kuwait 1991 Janeiro a Março Uma coligação de países árabes e ocidentais liderada pelos Estados Unidos declara guerra ao Iraque Guerra do Golfo e força à sua retirada do Kuwait 30 de Outubro Abertura da Conferência de Paz em Madrid por Mikahil Gorbatchov e George Bush Reuniões bilaterias entre Israel e os países árabes incluindo o palestinos integrados numa delegação jordano palestina 1992 23 de Junho Itzhak Rabin e o Partido Trabalhista vencem as eleições legislativas em Israel 1993 20 de Janeiro Negociações secretas próximo de Oslo entre uma delegação palestina liderada por Ahmed Qorei Abu Ala e os académicos israelitas Yair Hirshfeld e Ron Pundk 20 de Agosto Israelitas e palestinos rubricam em Oslo uma Declaração de Princípios 9 e 10 de Setembro Reconhecimento mútuo de Israel e da OLP 13 de Setembro Assinatura em Washington por Rabin e Arafat da Declaração de Princípios de Oslo 1994 25 de Fevereiro O extremista judeu Baruch Goldstein abre fogo sobre fiéis muçulmanos na Mesquita de Abraão em Hebron Cisjordânia causando 29 mortos e 150 feridos 4 de Maio Assinatura no Cairo do Acordo de Autonomia de Gaza e Jericó 1 de Julho Arafat deixa Tunes e entra na Faixa de Gaza após 27 anos de exílio 25 de Julho Tratado de Paz entre Israel e a Jordânia 29 de Agosto Transferência de poderes civis para a Autoridade Nacional Palestina nos territórios ocupados 14 de Outubro Prémio Nobel da Paz atribuído a Yasser Arafat Shimon Peres e Itzahk Rabin 26 de Outubro Assinatura em Ein Evrona do Tratado de Paz israelo jordano na presença de Bill Clinton 1995 28 de Setembro Assinatura do Acordo Interino de Oslo que prevê a retirada israelita de várias cidades palestinas e a transferência de poderes para Arafat voltar ao topo 6 DO ASSASSINATO DE RABIN À MORTE DE ARAFAT 1995 4 de Novembro Assassinato de Yitzhak Rabin por um extremista judeu 1996 20 de Janeiro Eleições palestinas na Cisjordânia Jerusalém Leste e Faixa de Gaza Arafat é eleito Presidente da Autoridade Palestina Fevereiro O Likud vence as eleições em Israel e Benyamin Netanyahu torna se primeiro ministro Fevereiro e Março Atentados suicidas do Hamas e da Jihad Islâmica em Jerusalém e Telavive como represália pelo assassinato de Yehia Ayache o ideólogo do Hamas pelos serviços secretos israelitas 13 de Março Cimeira em Sharm el Sheikh sob o patrocínio dos Estados Unidos condena os atentados terroristas Abril Operação Vinhas da Ira de Israel contra o Líbano Morte de uma centena de civis refugiados no campo da ONU de Cana vítimas dos bombardeamentos israelitas 24 de Abril O Conselho Nacional Palestino elimina da Carta Nacional Palestina todos os artigos que põem em causa Israel 29 de Maio Benjamin Netanyahu do Likud derrota Shimon Peres nas eleições israelitas e assume o poder Setembro Confrontos armados entre israelitas e palestinos em consequência da abertura pelos judeus de um túnel por baixo da Esplanada das Mesquitas fazem 76 mortos palestinos 1997 15 de Janeiro Arafat e Natanyahu acordam prosseguir o processo de paz Fevereiro Decisão do governo Netanyahou de construir um colonato em Abu Ghneim Har Homa ao sul de Jerusalém 1998 Junho Projecto israelita de municipalidade única para Jerusalém equivale à anexação da vintena de colonatos da Grande Jerusalém Outubro Negociações de paz em Wye Plantation mediadas por Clinton entre Arafat e Natanyahu não registam progressos 1999 17 de Maio O trabalhista Ehud Barak é eleito primeiro ministro de Israel 2000 Maio Retirada israelita do Líbano 11 a 25 de Julho Negociações de paz em Camp David mediadas por Clinton entre Arafat e Barak Os palestinos recusam a proposta israelita que não permitia um Estado Palestino soberano e viável 28 de Setembro Na sequência do aparecimento de Ariel Sharon chefe do Likud na Mesquita das Esplanadas registam se confrontos que dão origem à Segunda Intifada dita Al Aqsa 16 e 17 de Outubro Israelitas e palestinos reúnem se em Sharm el Sheikh e emitem um acordo oral em três pontos fim da violência criação de uma comissão de inquérito sobre os confrontos e reatamento das negociações de paz Novembro Primeiros bombardeamentos de instalações da ANP em Gaza 2001 21 a 27 de Janeiro Fracasso da Cimeira de Taba patrocinada pelo Egipto e pela União Europeia devido ao desacordo sobre a questão dos refugiados e a demarcação de fronteiras 6 de Fevereiro Sharon eleito primeiro ministro de Israel Dezembro Cerco a Yasser Arafat em Ramallah 2002 Março Na sequência de vários ataques palestinos Sharon ordena a reocupação da Cisjordânia e da Faixa de Gaza Arafat fica cercado em Ramalah durante 30 dias Março Os Estados árabes reunidos na cimeira de Beirute aprovam uma proposta de Paz com Israel a troco da retirada dos territórios palestinos e dos Montes Golã e da obtenção de acordo sobre o estatuto de Jerusalém e sobre o regresso dos refugiados 12 de Março A Resolução 1397 do Conselho de Segurança das Nações Unidas reconhece pela primeira vez a necessidade de um Estado Palestino Abril Israel dá início da construção de uma muralha defensiva o Muro de Sharon que invade territórios autónomos palestinos 25 de Junho O presidente dos EUA George W Bush apela aos palestinos para elegerem novos líderes excluindo Arafat do processo de paz 19 de Setembro Continuação de ataques palestinos levam Sharon a ordenar segundo cerco a Arafat em Ramalah 2003 29 de Abril O Parlamento palestino vota a favor da nomeação de Mahmud Abbas Abu Mazen para primeiro ministro abrindo caminho à aprovação do Roteiro para a Paz um plano dos EUA UE Rússia e ONU que prevê a criação de um Estado palestino até 2005 6 a 10 de Setembro Abbas demite se Ahmed Qorei Abu Ala é o novo primeiro ministro 2004 22 de Março Israel assassina o líder espiritual do Hamas xeque Ahmed Yassin num ataque com mísseis em Gaza 17 de Abril O líder político do Hamas Abdel Aziz al Rantissi é assassinado pelo exército israelita em Gaza 26 de Outubro O Parlamento israelita aprova o plano de Sharon de retirada de soldados e

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  • Homenagem a Edward Said
    Israelita Guerras e Agressões Refugiados e Deslocados Direitos Humanos Processos de Paz Docs de Referência About Us Statute Organization News Home Cultura Palestina Homenagem a Edward Said MPPM homenageou Edward Said no 10º aniversário do seu falecimento Edward Said o autor de Orientalismo escritor e activista da defesa dos direitos do povo palestino que com Daniel Barenboim fundou a West Eastern Divan Orchestra falec eu em 25 de Setembro de

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  • Ismaïl Shammut, o pintor da Palestina
    das tradições e da cultura palestina aspectos visíveis nos pormenores das suas composições sejam os trajes característicos das mulheres palestinas ou as paisagens das aldeias e dos campos do seu país natal A sua obra não só documenta a experiência dos palestinos antes e depois da Naqba como é também uma exaltação do sentimento e do orgulho nacional de um povo diariamente perseguido e sujeito às maiores privações socioeconómicas numa Palestina ocupada Ismaïl Abdul Qader Shammut nasceu em Lydda na Palestina em 1930 mas a proclamação unilateral da independência do Estado de Israel em 1948 forçou o a ir viver num campo de refugiados em Khan Yunis na Faixa de Gaza Em 1950 ingressou na Escola de Belas Artes do Cairo tendo realizado a sua primeira exposição de pintura em Gaza em 29 de Julho de 1953 No ano seguinte participou na Exposição da Palestina no Cairo em conjunto com a pintora palestina Tamam Aref al Akhal que viria a ser a sua esposa Esta Exposição apoiada pelo governo egípcio foi inaugurada pelo próprio presidente Nasser em 21 de Julho de 1954 Ainda em 1954 Shammut viajou para Itália a fim de frequentar a Academia de Belas Artes de Roma instalando se depois em Beirute em 1956 onde passou a viver e a desenvolver a sua actividade artística e cultural Em 1959 casou com a sua colega Tamam al Akhal e em 1965 aderiu à Organização de Libertação da Palestina OLP ocupando o lugar de director das Artes e da Cultura Nacional Em 1969 foi eleito primeiro secretário geral da União dos Artistas Palestinos e em 1971 primeiro secretário geral da União dos Artistas Árabes Em 1983 na sequência da agressão israelita contra a OLP no Líbano mudou se com a família para o Kuwait e em 1992 a seguir

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  • Edward Saïd - Académico, Ensaísta e Defensor da Causa Palestina
    Chomsky Foi também durante muitos anos crítico musical e em 1999 fundou com outro amigo seu o famoso pianista e maestro argentino Daniel Barenboim que possui também as nacionalidades israelita por ser judeu palestiniana e espanhola a West Eastern Divan Orchestra com sede em Sevilha e que reúne jovens músicos árabes e judeus Deve dizer se que Barenboim figura mundialmente conhecida é um defensor dos direitos dos palestinianos o que lhe tem valido fortes críticas em Israel nomeadamente quando ao receber no Knesset na presença do Presidente do Estado e da Ministra da Educação o Prémio Wolf em 2004 citou a Declaração de Independência de Israel de 1948 para denunciar a política sionista Já em 2001 Barenboim provocara uma tempestade em Israel ao dirigir no Festival de Jerusalém tocada pela Berlin Staatskapelle e como extra programa uma obra de Wagner dado que o compositor fora proscrito pelos israelitas desde 1938 data da Noite de Cristal devido às suas alegadas convicções anti semitas A obra de Edward Saïd é vasta e de importância capital quer para os estudos de literatura quer para os estudos árabes quer sobre a Questão Palestiniana Escreveu também um livro de memórias Out of Place 1999 traduzido em francês com o título À contre voie Entre os numerosos livros incluindo colectâneas de textos e volumes de entrevistas destacam se 1966 Joseph Conrad and the Fiction of Autobiography 1973 The Arabs Today Alternatives for Tomorrow com Fuad Suleiman 1975 Beginnings Intention and Method 1978 Orientalism 1979 The Question of Palestine 1981 Covering Islam How the Media and the Experts Determine How we See the Rest of the World 1983 The World the Text and the Critic 1986 After the Last Sky Palestine Lives 1988 Blaming the Victims Spurious Scholarship and the Palestinian Question 1988 Nationalism Colonialism and Literature Yeats and Decolonization 1991 Musical Elaborations 1993 Culture and Imperialism 1994 The Politics of Dispossession The Struggle for Palestinian Self Determination 1969 1994 1995 Peace and Its Discontents Essays on Palestine in the Middle East Peace Process 1999 Out of Place A Memoir 2000 The End of the Peace Process Oslo and After 2000 Reflections on Exile and Other Essays 2001 Power Politics and Culture entrevistas 2002 Parallels and Paradoxes Explorations in Music and Society com Daniel Barenboim 2003 Culture and Resistance entrevistas 2003 Freud and the Non European 2004 From Oslo to Iraq and the Roadmap póstumo 2006 On Late Style Music and Literature Against the Grain póstumo Da vasta e diversificada bibliografia de Edward Saïd Orientalism permanece o livro mais polémico Sempre o Oriente exerceu um fascínio sobre o Mundo Ocidental mas é especialmente a partir da expedição de Bonaparte ao Egipto em 1798 que o interesse dos europeus pelo Médio Oriente e pelo Mundo Árabo Islâmico se converte numa verdadeira paixão Nascia assim a disciplina do Orientalismo que não cessou de ganhar adeptos até aos dias de hoje Os séculos XIX e XX assistem a uma verdadeira romagem de intelectuais e artistas para o Norte de África

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  • Mahmud Darwich - Poeta e Resistente
    em Paris Em 1987 é eleito para o comité executivo da OLP mas na sequência dos Acordos de Oslo 1993 e como forma de protesto contra a atitude da OLP que considerou demasiado conciliatória nas negociações abandona a Organização Finalmente em 1996 Darwich é autorizado por Israel a instalar se em Ramallah Cisjordânia onde se encontra o governo de Yasser Arafat Com o cerco e ataque das tropas sionistas de Ariel Sharon a Ramallah em 2002 muda se para Amman na Jordânia embora volte algumas vezes aos Territórios Ocupados e a Israel Em 2007 assiste em Haifa a uma sessão em sua honra organizada no Monte Carmelo pelo partido israelita Hadash Frente Democrática para a Paz e a Igualdade e pela revista Masharaf aí discursa e lê poesia para milhares de pessoas Doente cardíaco há longos anos Darwich realiza a sua última intervenção pública em 1 de Julho de 2008 em Ramallah lendo poemas para uma vastíssima audiência numa sessão que foi considerada a sua despedida dos palestinos Mahmud Darwich morreu em 9 de Agosto de 2008 com 67 anos num hospital de Houston nos Estados Unidos na sequência de complicações decorrentes de uma delicada intervenção cirúrgica ao coração Foi sepultado em Ramallah junto ao Palácio da Cultura A obra de Darwich composta por mais de 30 livros de poesia e de prosa encontra se traduzida em cerca de 40 línguas e foi interpretada por diversos cantores como o libanês Marcel Khalifa que musicou e cantou vários dos seus poemas entre os quais o famoso À minha mãe No cinema devem assinalar se dois documentários Mahmoud Darwich et la terre comme la langue realizado em 1997 para a televisão francesa por Simone Bitton e Elias Sanbar e Écrivains des frontières realizado em 2004 por Samir Abdallah e José Reynes Neste momento está a ser produzido um filme sobre Darwich da autoria de Nasri Hajjaj em que o realizador recolhe depoimentos de diversas figuras da vida cultural internacional que privaram com o poeta e que será estreado no primeiro aniversário da sua morte A terminar duas afirmações de Mahmud Darwich Triunfámos sobre o plano para nos expulsarem da História Um povo sem poesia é um povo vencido Júlio de Magalhães TRÊS POEMAS DE MAHMUD DARWICH B ILHETE DE IDENTIDADE Toma nota Sou árabe O número do meu bilhete de identidade cinquenta mil Número de filhos oito E o nono chegará depois do verão Será que ficas irritado Toma nota Sou árabe Trabalho numa pedreira com os meus companheiros de fadiga E tenho oito filhos O seu pedaço de pão As suas roupas os seus cadernos Arranco os dos rochedos E não venho mendigar à tua porta Nem me encolho no átrio do teu palácio Será que ficas irritado Toma nota Sou árabe Sou o meu nome próprio sem apelido Infinitamente paciente num país onde todos Vivem sobre as brasas da raiva As minhas raízes Foram lançadas antes do nascimento do tempo Antes da efusão do que é duradouro Antes do cipreste

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  • Nakba: 67 anos de limpeza étnica na Palestina
    momento em que as suas vidas foram dramática e irreversivelmente alteradas A data chave de 1948 assinala o desaparecimento de um País e de um Povo dos dicionários e dos mapas como se nunca tivessem existido Daí em diante os palestinos passaram a ser chamados refugiados ou a pequena minoria que escapou à expulsão generalizada do Estado de Israel árabes israelitas A limpeza étnica da Palestina tem verdadeiramente início ainda antes da criação do Estado de Israel na sequência do movimento sionista impulsionado por Theodor Herzl e é estimulada pela célebre Declaração Balfour de 1917 que previa a criação de um lar nacional para o povo judeu na Palestina A derrota do Império Otomano de que a Palestina fazia parte no fim da Primeira Guerra Mundial e a passagem do território para mandato britânico em 1922 vieram facilitar as ambições do sionismo internacional A progressiva imigração judaica na Palestina incrementada com as perseguições nazis começa a ocupar estrategicamente o espaço onde pretende implantar o seu Estado E não hesita em constituir grupos armados como o Haganah o Irgun e o Lehi ou Stern Gang que não só atacam os palestinos como os próprios ingleses O Lehi assassinou em 1944 o ministro de Estado para o Médio Oriente Lord Moyne e o Irgun fez explodir em 1946 o Hotel King David em Jerusalém onde estava instalado o quartel general britânico provocando cerca de 100 mortos Já em 1948 a 17 de Setembro depois da independência o Lehi assassinou em Jerusalém o Conde Bernadotte presidente da Cruz Vermelha Sueca que actuava como mediador das Nações Unidas para resolver problemas originados pela partilha do território Os ataques contra os palestinos numa programada operação de limpeza étnica conforme atestam os próprios documentos dos arquivos israelitas sucederam se sendo um dos mais cruéis o que

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  • Fim à agressão israelita!
    o governo de Israel se sente pressionado internacionalmente ou o povo palestiniano se une para determinar o seu caminho procura um pretexto para lançar uma onda de violência sobre a população palestiniana Os pretextos são com frequência acções atribuídas ao Hamas neste caso o rapto e assassinato de três colonos acusação rejeitada por esta organização A violência e a morte intensificaram se nos últimos dias em nome de um direito

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  • Embaixador Mufeed Shami no 65º aniversário da Nakba
    nos campos de refugiados e na diáspora A afronta contra o nosso povo em 1948 não tem igual na História moderna das populações e das nações gerada através de uma falsa divisa adoptada pelo Movimento Sionista uma terra sem povo para um povo sem terra que desenraizou a nossa população das nossas cidades e aldeias numa tentativa de apagar o nome da Palestina do mapa mundial Este apoio ilimitado a Israel pelas superpotências levou à convicção de que Israel está acima da Lei e que o destino dos palestinianos está entregue ao tempo onde os idosos morrerão e os jovens irão esquecer Consequentemente o nome dos palestinianos tornou se sinónimo de refugiados Desde então que o mundo tem desconsiderado os direitos dos palestinianos sendo que o que estava a nosso favor foi ignorado e Israel foi aceite como membro das Nações Unidas Contudo a geração da Nakba desde o ano de 1948 e apesar do sofrimento daqueles que ficaram na sua terra natal ou tornaram se refugiados na sua própria terra ou fora desta continuam a sua luta para devolver a Palestina ao mapa mundial tendo atravessado várias fases que se acumulam na direcção da Independência da Palestina A Primeira Fase foi marcada pela Nakba Dia da Catástrofe na qual mais de 700 000 palestinianos foram deslocados enquanto as suas cidades e aldeias eram destruídas após a declaração da independência de Israel em 1948 Muitos palestinianos fugiram sujeitos ao ataque militar pelas forças de Israel outros fugiram por medo a novos massacres como na aldeia de Deir Yassin e de outras cidades Fugiram deixando para trás muitas das suas posses agarrando se às chaves dos seus lares com a esperança de poder regressar um dia A Nakba marcou também a perda dos direitos políticos tornando se numa causa humanitária de 1948 a 1964 A Segunda Fase assinala se pelo restabelecimento da Identidade Palestiniana através de uma luta armada e pelo estabelecimento da OLP Organização para a Libertação da Palestina como a protectora de todas as organizações palestinianas e do seu governo no exílio entre 1964 e 1987 A Terceira Fase ficou marcada pelo começo da Primeira Intifada a Resistência através de meios pacíficos desde 1987 até 1993 forçando Israel a reconhecer a OLP como legítima e única representante dos palestinianos em todo o mundo A Quarta Fase distinguiu se pela assinatura dos Acordos de Oslo entre 1993 e 2000 baseados num mútuo reconhecimento entre Israel e a OLP que transformou a causa palestiniana de política histórica em geográfica significando por isso a criação de uma base para um estado palestiniano e da construção de uma nação A Quinta Fase de 2000 a 2005 destaca se pelo início da Segunda Intifada devido à negação de Israel dos direitos dos palestinianos e pela recusa da implementação do acordo entre as duas partes A Sexta Fase que se iniciou em 2005 e que se estende até ao presente está marcada pela construção de instituições estatais juntamente com a resistência popular usando todo o

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