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  • COMUNICADO 05/2016
    dos presos toca directamente quase todas as famílias e atinge todos os sectores da sociedade palestina mulheres e jovens doentes e idosos sindicalistas advogados académicos e estudantes ministros e deputados jornalistas escritores artistas Desde o início da ocupação dos territórios da Margem Ocidental e da faixa de Gaza em 1967 o número total de presos e detidos palestinos nas prisões israelitas já ultrapassou os 850 000 incluindo 15 000 mulheres e dezenas de milhares de menores As visitas são dificultadas os presos e detidos são privados de livros e roupa apropriada do direito à educação e a uma assistência médica adequada são sujeitos a torturas e violências Morreram nas cadeias israelitas devido aos maus tratos e à dureza das condições 206 presos e detidos 71 morreram em resultado de tortura 54 morreram devido a negligência médica 74 foram assassinados após a detenção e 7 foram mortos a tiro por soldados ou guardas no interior das cadeias Constituindo só por si uma gritante violação dos direitos humanos que merece enérgica condenação a questão dos presos e detidos palestinos nas prisões de Israel é no entanto apenas um aspecto de um problema político mais vasto O fundo da questão é que Israel continua a recusar reconhecer o direito do povo palestino ao seu Estado independente como impõe o direito internacional Israel não só mantém desde há dezenas de anos a ocupação do território da Palestina como prossegue a construção de colonatos e a confiscação de terras nos territórios ocupados em 1967 incluindo Jerusalém Oriental invocando falsas razões de segurança ergue um muro de betão de seis metros de altura de traçado arbitrário que invade território palestino corta povoações e as separa dos seus terrenos de cultivo É por protestarem contra esta realidade é por se erguerem contra as humilhações quotidianas e reclamarem

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  • COMUNICADO 04/2016
    o mundo Portugal país colonizador vivia em estado de guerra e levava a guerra aos povos das colónias Expressar os ideais de paz e solidariedade era proibido Não obstante eles existiam e foram gritados bem alto no 25 de Abril e consagrados na Constituição Esses bens maiores direito e aspiração da humanidade estão bem claros na Constituição e integram a essência da Carta das Nações Unidas da Acta Final de Helsínquia e a Declaração Universal dos Direitos Humanos que Portugal assumiu após o 25 de Abril O 25 de Abril ao consagrar na Constituição a liberdade de expressão e de informação e a liberdade de associação abriu as portas à existência legal de organizações da sociedade civil nomeadamente de movimentos pela paz e de solidariedade com outros povos Os objectivos do MPPM que reflectem os sentimentos do povo português estão assim em acordo e defendidos na Constituição Só a autodeterminação do povo palestino permitirá alcançar a paz na Palestina e até em todo o Médio Oriente O direito do povo palestino a uma pátria independente livre e soberana com fronteiras definidas e capital em Jerusalém Leste está consignado em acordos internacionais afirmado em Resoluções da ONU e suportado pela opinião

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  • COMUNICADO 03/2016
    da criação do Estado sionista E não por acaso desde a assinatura dos acordos de Oslo 1993 e as encenações de paz subsequentes tem se registado uma agudização dramática da situação A contínua ocupação israelita de terra palestina está a modificar a realidade no terreno Os territórios palestinos ocupados em 1967 incluindo Jerusalém Oriental reconhecidos por direito aos palestinos pelas resoluções das Nações Unidas respeitam apenas a menos de um quarto 22 do território da Palestina histórica Apesar disso os palestinos só têm controlo e ainda assim com autonomia limitada sobre 18 dessa já de si reduzida parcela e está lhes interdito o acesso a cerca de um quarto desse território que é legitimamente seu 3 As autoridades sionistas com o apoio activo ou pelo menos a passividade dos Estados Unidos da América e da União Europeia assim como o silêncio do Conselho de Segurança e a indiferença da comunidade internacional estão a criar factos consumados que tornam inviável a construção de qualquer Estado Palestino mesmo apenas numa parte menor da Palestina Histórica Ao mais de meio milhão de habitantes dos colonatos nos territórios ocupados em 1967 junta se o retalhamento da Margem Ocidental pelo Muro do Apartheid pelas estradas exclusivamente reservadas a colonos pelos terrenos sob controlo directo de Israel bem como pelo cerco à faixa de Gaza A ocupação física visa impor de facto um único Estado no território da Palestina histórica o Estado judaico de Israel Tal objectivo é ao mesmo tempo acompanhado pela mais brutal repressão sobre o povo palestino que se prolonga desde o sistema prisional até à violência quotidiana do exército israelita 4 O governo de Benyamin Netanyahu resultante da vitória do Likud nas eleições do ano passado em Israel não surpreendeu continuando a política de judaização da Palestina a inviabilização da construção do

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  • TCPDF error Missing or incorrect image file images stories fotografias nabil 20shaath 20 20pblico 2012 20fev 202013 jpg

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  • Nabil Shaath entrevistado por Maria João Guimarães para o Público
    para eleições pensando que ia aumentar a sua maioria e diminuiu Há Yair Lapid que ganhou força mas não houve a emergência de um verdadeiro campo da paz Há uma coisa Netanyahu está mais vulnerável mais pressionável Se os EUA ou a União Europeia quisessem Diz se que se o segundo mandato de um Presidente dos EUA é aquele em que resolve questões espinhosas porque já não vai arriscar a reeleição Mas Barack Obama não parece prestes a dedicar se ao conflito israelo palestiniano Sou céptico Obama tem de fazer cálculos Está numa situação em que não tem o Congresso e tem uma pequena maioria no Senado Por isso ele terá de fazer o que os americanos chamam horsetrading A questão é do que é que ele precisa e o que tem de dar Precisa de uma lei de imigração que compense os latinos que votaram nele Precisa de uma lei de controlo de armas porque prometeu Ainda há a recuperação económica E para cada um destes ele tem de fazer trocas Iria ele desistir de um destes para pressionar Netanyahu Não digo que não mas não sei E as mudanças na região o novo Egipto etc como influenciam a questão palestiniana Eu fui a pessoa mais feliz do mundo quando aconteceu Vivi no Egipto muito tempo e vi a natureza progressista não violenta do que aconteceu e pensei que poderia fazer com que se repetisse o que aconteceu na América Latina quando os países se viram livres dos ditadores ficaram mais independentes dos EUA e mais apoiantes da Palestina Mas a Primavera ainda vai demorar muito a chegar a uma nova estabilidade democrática E temos concorrência os islamitas Conclusão No sentido estratégico penso que vai fazer uma diferença e esta será a nosso favor Porque tal como aconteceu na

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  • Opinião
    por Israel Dez 2008 Jan 2009 continua a viver em condições desumanas sob embargo permanente e corta a geograficamente do resto dos territórios palestinos As colónias israelenses ao apoderarem se da nossa terra em nome de Deus ou da força controlam os nossos recursos naturais sobretudo a água e as terras agrícolas privando delas centenas de milhar de palestinos Esta realidade é um obstáculo a qualquer solução política Para nos deslocarmos ao nosso trabalho às escolas e aos hospitais somos diariamente submetidos à humilhação nos postos de controlo militar A separação entre os membros da mesma família quando um dos cônjuges não é portador de um bilhete de identidade israelense torna a vida familiar impossível a milhares de palestinos A própria liberdade religiosa a liberdade de acesso aos lugares santos é limitada a pretexto de segurança Os lugares santos de Jerusalém são inacessíveis a um grande número de cristãos e muçulmanos da Cisjordânia e de Gaza Os próprios habitantes de Jerusalém não podem aceder aos seus lugares santos em certos dias de festa assim como os nossos padres árabes não podem entrar em Jerusalém sem dificuldade Os refugiados fazem parte da nossa realidade A maior parte deles vive ainda nos campos de refugiados em condições difíceis inaceitáveis para seres humanos Esperam o seu retorno há várias gerações Qual será a sua sorte Milhares de pessoas detidas nas prisões israelenses também fazem parte da nossa realidade Os israelenses removem o céu e a terra por um só dos seus prisioneiros mas quando verão a liberdade esses milhares de prisioneiros palestinos que permanecem indefinidamente nas prisões israelenses 2 Jerusalém é o coração da nossa realidade É ao mesmo tempo símbolo de paz e sinal de conflito Desde que o muro criou a separação entre os bairros palestinos da cidade as autoridades israelenses não param de os esvaziar dos seus habitantes palestinos cristãos e muçulmanos É lhes retirado o bilhete de identidade isto é o seu direito a residir em Jerusalém As suas casas são demolidas ou confiscadas Jerusalém cidade da reconciliação tornou se a cidade da discriminação e da exclusão e por isso fonte de conflito em vez de fonte de paz Por outro lado Israel despreza o direito internacional e as resoluções internacionais contando com a impotência do mundo árabe e com a da comunidade internacional perante este desprezo Os direitos humanos são violados apesar dos múltiplos relatórios das organizações locais e internacionais Face a esta realidade os israelenses pretendem justificar os seus actos como actos de legítima defesa Do nosso ponto de vista o contrário é que é verdade Há uma resistência palestina à ocupação Se não houvesse ocupação não havia resistência e não haveria nem medo nem insegurança Apelamos aos israelenses a acabar com a ocupação Verão então um novo mundo no qual não haverá nem medo nem ameaças mas segurança justiça e paz A resposta palestina a esta realidade revestiu numerosas formas Uns escolheram a via das negociações é a posição oficial da Autoridade Palestina o que no

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  • Opinião
    exclusivamente coptas oscilam não existem actualmente como é óbvio estatísticas fiáveis entre 10 a 15 da população o que significa 8 a 10 milhões de pessoas Também o porta voz da Universidade de Al Azhar a mais alta instância religiosa muçulmana sunita do mundo Mohammed Raf a al Tahtawi condenou o ataque considerado contra a lei islâmica e que constituiu um atentado contra a unidade nacional egípcia O governador de Alexandria Adel Labib acusou a Al Qaïda de se encontrar por detrás deste mortífero atentado conforme aquela organização já ameaçara e que o ataque nada tem a ver com qualquer sectarismo entre a população do país Têm se verificado vários incidentes nos últimos anos o mais recente por causa da tentativa de construção de uma igreja no Cairo no distrito de Gizeh que provocou um morto e muitos feridos mas o ataque da madrugada de 1 de Janeiro abre um gravíssimo precedente na convivência da população numa cidade mítica como é Alexandria sede de uma biblioteca que recorda a famosa Biblioteca mandada edificar por Ptolomeu I e que durante séculos foi a grande cidade cosmopolita do Mediterrâneo e o centro do saber mundial Lawrence Durrell evoca a a cidade no seu célebre Quarteto obra que é um marco na história da literatura mundial mas confere lhe cores que já então fim dos anos 50 do século passado não correspondiam à realidade E o futuro encarregou se de demonstrar que a realidade não se adaptou à ficção Os confrontos religiosos no Médio Oriente para os quais Bento XVI chamou novamente a atenção na sua alocução de Ano Novo estão a alastrar e agravar se de forma inusitada O Papa convocou uma reunião para Outubro em Assis onde espera reunir os mais altos dignitários de todas as confissões religiosas mundiais Deve notar

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  • Opinião
    dirigentes decorria também da necessidade premente de limpar a face do Fatah acusado nos últimos anos de ineficácia nepotismo e corrupção A prevista duração de três dias alongou se até ao dia 13 quando Mahmud Abbas declarou encerrada a conferência ainda sem o apuramento definitivo dos membros do Conselho Revolucionário Este prolongamento deveu se essencialmente à natureza das matérias em discussão e à dificuldade de comunicação com os dirigentes do Fatah sediados em Gaza e que foram proibidos pela direcção do Hamas de se deslocar à Cisjordânia Esta situação motivou que as votações quando possíveis dado que o Hamas sequestrou computadores e telemóveis tiveram de se efectuar por via telefónica ou por e mail tendo alguns delegados acabado por renunciar ao seu mandato Para o Comité Central composto por 18 membros entraram agora 14 elementos da chamada nova guarda todos homens relativamente jovens e provenientes não da diáspora mas dos territórios ocupados tendo sido acrescentado um 19º lugar segundo anunciou Ahmad Sayad presidente da Comissão Eleitoral O Comité deverá posteriormente cooptar mais três pessoas para perfazer o número definido de 22 membros a que se acrescentará por inerência o presidente do Fatah Mahmud Abbas Assim a composição do Comité Central é a seguinte Mahmud Abbas Mohammed Ghneim Abu Maher Mahmud al Alul Marwan Barghuthi Nasser al Qidwa Salim Za nun Jibril Rajub Tawfiq Tirawi Saeb Erekat Othman Abu Gharbiya Mohammed Dahlan Mohammed al Madani Jamal Muheisen Hussein al Sheikh Azzam al Ahmad Sultan Abul Aynein Tayyib Abdul Rahim Abbas Zaki Nabil Sha ath e Mohammed Shtayeh mais os três membros a designar Este novo Comité inclui figuras como o carismático Marwan Barghuti de 50 anos secretário geral do Fatah para a Cisjordânia condenado a prisão perpétua por Israel devido à suposta participação em atentados terroristas mas considerado por muitos como o sucessor natural de Arafat e cuja libertação tem sido defendida mesmo em Israel e por elementos do Governo Judaico por ser considerado um dos potencialmente mais válidos interlocutores do lado palestino Mohammed Dahlan de 48 anos antigo homem forte do Fatah na Faixa de Gaza figura muito controversa e cuja expulsão do movimento chegou mesmo a ser pedida neste Congresso Jibril Rajub de 56 anos ex chefe da Segurança Preventiva em Gaza Tayyib Abdul Rahim assessor do presidente Abbas que só ingressou no Comité devido a uma recontagem dos votos que modificou sete dos resultados iniciais do escrutínio Dos mais notáveis excluídos e para grande surpresa figura Ahmad Qurei Abu Alaa de 72 anos ex primeiro ministro de Yasser Arafat que sofre de problemas cardíacos e é acusado dentro do movimento de actos de corrupção O Conselho Revolucionário uma espécie de parlamento do partido contará com 120 elementos 80 dos quais eleitos pelos delegados do Congresso cujo apuramento não estava definitivamente concluído à data de encerramento do mesmo O Doutor Uri Davis professor da Universidade palestina Al Quds na periferia leste de Jerusalém foi eleito em 31º lugar entre os novos 80 membros do Conselho Revolucionário do Fatah É

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